Notícias
Professora e pesquisadora da UFMA é indicada para coordenação adjunta da área de Odontologia da CAPES
Nomeação será oficializada em 10 de junho de 2026 e reconhece a trajetória acadêmica da docente, além de fortalecer a representatividade do Maranhão e da Amazônia Legal na pós-graduação brasileira.
.png)
A professora Cecília Ribeiro, docente da Universidade Federal do Maranhão, foi indicada como coordenadora adjunta da área de Odontologia da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). A nomeação será oficializada em 10 de junho de 2026 e reconhece a trajetória acadêmica e científica da professora, além de ampliar a participação da UFMA nos espaços estratégicos de avaliação e formulação de políticas para a pós-graduação brasileira.
A coordenação adjunta da área de Odontologia da CAPES atua no acompanhamento, avaliação e fortalecimento dos programas de pós-graduação em todo o país.
Trajetória e representatividade
Segundo Cecília Ribeiro, a indicação simboliza o crescimento institucional da pós-graduação da UFMA e o trabalho coletivo desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Odontologia da universidade. “Assumir a coordenação adjunta de Odontologia da CAPES é reflexo do investimento institucional da UFMA no Programa de Pós-Graduação em Odontologia. Para o nosso curso, reflete um projeto coletivo de fortalecimento, marcado por uma trajetória de evolução contínua desde sua proposta de criação, em 2008, até o alcance da excelência, com a conquista da nota 6, em 2026”, afirmou.
A docente destacou ainda sua atuação no programa e a experiência acumulada nos processos de avaliação da pós-graduação brasileira. “Tive a oportunidade de contribuir como docente permanente desde o início do programa e, posteriormente, como coordenadora no período de 2016 a 2020. Em seguida, participei como membro da Comissão Avaliadora das últimas quadrienais da CAPES. Essas experiências me proporcionaram o suporte necessário para aceitar este novo desafio”, disse.
Para a professora, a nova função também amplia a representatividade regional e de gênero nos espaços nacionais de decisão acadêmica. “Como mulher e professora de uma instituição localizada no Maranhão, inserida na Amazônia Legal e na região Nordeste, considero que essa participação amplia a representatividade de gênero e regional nos espaços de discussão de políticas para a Pós-Graduação brasileira”, avaliou.
Desafios e prioridades
Ao comentar os desafios da nova função, Cecília Ribeiro ressaltou a importância de processos de avaliação mais sensíveis às diferentes realidades da pós-graduação no Brasil.
“Acredito que o principal desafio será contribuir para um processo de avaliação cada vez mais qualitativo e sensível às realidades dos programas, aos seus diferentes contextos regionais e à heterogeneidade da Pós-Graduação no país”, afirmou.
Entre as prioridades apontadas pela docente está o fortalecimento da produção acadêmica conectada às necessidades sociais e às políticas públicas de saúde. “Destaco o fortalecimento das discussões sobre a importância de uma produção acadêmica cada vez mais conectada às demandas da sociedade, promovendo o avanço do conhecimento, gerando inovação e contribuindo efetivamente para a melhoria das condições de saúde bucal da população”, explicou.
Atuação em Saúde Indígena
Ao longo da trajetória acadêmica, Cecília Ribeiro também tem desenvolvido projetos voltados à saúde indígena e à qualificação da atenção em saúde bucal junto aos povos originários. “Minha trajetória na Saúde Indígena começa em 2024, com atividades voltadas à qualificação das equipes de Saúde Bucal que atuam no território Yanomami, a convite da Coordenação de Saúde Bucal do Ministério da Saúde. Posteriormente, já em parceria com a SESAI, essas ações foram ampliadas para as equipes de outros Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) no Brasil, incluindo os DSEIs Leste-RR, Juruá-AC, Alto Rio Negro-AM e Maranhão”, relembrou.
A experiência também resultou em ações de educação e formação voltadas às comunidades indígenas e à valorização cultural nos processos de cuidado em saúde.
“Passamos a desenvolver propostas de educação e formação, incluindo a orientação de trabalhos de conclusão de curso de duas alunas indígenas, com a produção de conteúdos gravados em Tupi para os Tenetehar (Guajajaras), abordando temas como o impacto ambiental na saúde, a importância da promoção da saúde desde os primeiros mil dias de vida e a valorização da alimentação tradicional”, afirmou.
As iniciativas contribuíram ainda para a criação de uma proposta de formação em saúde bucal indígena em parceria com a UNA-SUS/UFMA. “Essas experiências impulsionaram a proposição do Curso de Saúde Bucal Indígena, que está sendo desenvolvido em parceria com a UNA-SUS/UFMA e financiado pela SEIDIGI-MS com o objetivo de fortalecer a qualificação do cuidado em saúde bucal no contexto do Bem Viver e da interculturalidade na saúde indígena”, adiantou.
A atuação da docente em pesquisas e projetos de impacto social reforça o compromisso da UFMA com a ciência, a diversidade e o fortalecimento de políticas públicas em saúde.